Imagens de Santarém
Quarta-feira, 30/04/2008 Comentários: : Sem comentários, aproveita e comenta! »Categorias : Imagens

E nada do edital do concurso público da Prefeitura de Santarém ser publicado no site da Cepat, a empresa belenenese contratada para realizar o concurso sob “contrato de risco”.
Do senador paraense Flexa Ribeiro (PSDB), sobre a governadora Ana Júlia e a gestão dela. Ontem, em discurso no Senado:
- Ela denunciava o número dos assessores do PSDB, mas já dobrou. Em pouco tempo, a governadora conseguiu abater aquilo que foi construído por doze anos, que foi a auto-estima dos paraenses.
O vereador verde-cipoalense Valdir Matias Jr. voltou a carga hoje, na tribuna da Câmara Municipal de Santarém, contra as ONGs. Girou sua metralhadora giratória para todas elas, indistintamente.
Tem ojeriza à espécie.
Coloca, no entanto, uma merenda escolar não frente dele! É nhaco!
por Océlio Morais (*)
1. Era uma fórmula inventiva e bem planejada. Ninguém duvidava que não era uma ação de verdade. Era um processo, com os requisitos dos processos judiciais. Bem pensado. Bem articulado. Parecia perfeito. Ou não?
2. Disso convenceu os atores coadjuvantes. Nem teve o trabalho de lhes dizer que estavam no direito de ação. Ele sabia que o Judiciário é o primeiro e o único guardião do direito de ação (CF, artigo 5º, XXXV). É um forte argumento. A Justiça sempre recebe as ações com os olhos da presunção da boa-fé e com os olhos da lealdade processual. É assim que orienta a Lei (CPC, art. 13, I e II).
3. Ele tinha apenas uma real preocupação: não deixar vazar o esquema. Imagina-se que tenha imaginado: um dos segredos do sucesso é o sigilo quanto à patente da inventividade. Boa criação pode render um bom dinheiro. E dinheiro em profusão. Era o objetivo declarado dele aos atores coadjuvantes. Ou seriam co-autores?
4. Mas, parecia que não ia acabar. Um dos atores assim suspeitou. Só parecia. Naquele momento era mera ansiedade. A dúvida entrava na vala comum do temor ao desconhecido. Mas, o Senhor K estava seguro. Ele sempre procurava mostrar serenidade. Serenidade calculada. Afinal, ele já tinha sido oficial de Justiça. Conhecia na palma da mão como executar bem um processo.
5. Já não é Oficial de Justiça. É advogado. Conhece os caminhos da lei. E os descaminhos também. Senhor K é um nome fictício. Mas, aqui, é o personagem central e principal desse caso real.
A executiva do PT em Santarém tem até o dia 16 de maio para encaminhar à executiva estadual a proposta de aliança aprovada no município, a quem caberá a palavra final.
Insatisfeito, o PT santareno poderá recorrer à executiva nacional.
por Tiberio Alloggio (*)
O problema da retirada dos arrozeiros da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, e as declarações do General Augusto Heleno questionando a política indigenista, trouxeram de volta a mesma polêmica de sempre sobre Amazônia, sua ocupação, e sua integração nacional.
Os “velhos argumentos” de sempre voltaram à tona, bateu-se nas ONGs, falou-se de internacionalização da Amazônia, para (de novo) teclar na segurança e soberania nacional. Tudo isso, para colocar em choque o sacrossanto direito às terras aos indígenas.
A Reserva Raposa Serra do Sol fica em área de cerrado, lá conhecido como savanas, que tive a oportunidade de conhecer trabalhando na região ainda no início dos anos noventa.
A questão central é a retirada de fazendeiros que, a partir dos anos setenta, invadiram a reserva, vindo de fora e quase todos oriundos das terras gaúchas, com experiência na produção do arroz.
A invasão não foi espontânea, ela foi induzida pelos governos locais para ocupar áreas com objetivos econômicos, e os arrozeiros aproveitaram a oportunidade oferecida-lhes, ou seja, potencial produtivo e logística garantida pelas estradas estaduais e os eixos rodoviários federais (BR 174 e BR 171).
Uma grande parte dos invasores já sabia que não podiam ocupar, pois a terra já era reconhecida como indígena, e a demarcação estava ocorrendo. Como em qualquer processo de grilagem, seus propósitos visavam às indenizações de uma retirada posterior.
Ocupando irregularmente as terras, sem títulos, e favorecidos com a demora da demarcação, os fazendeiros acabaram se tornando importantes agentes econômicos, e “mentores do processo civilizatório”, além de influentes atores políticos, dando sustentação econômica aos políticos do Estado.
Com isso, a retirada dos fazendeiros da Reserva tornou-se um problema econômico e político. (…)
A ONG Preserve Amazônia, sediada em Brasília, entrará em maio com ação civil pública contra a União, o Ibama e o Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte), acusando-os de construir rodovias irregulares na Amazônia, uma das quais a Santarém-Cuiabá, a BR-163.
No lugar dessa rodovia, a ONG defende a construção de uma estrada de ferro. Estima-se que a pavimentação da BR-163 provocará desmatamentos e queimadas em áreas de até 100 quilômetros de cada lado da rodovia, aumentando consideravelmente a emissão de CO² na atmosfera.
Em junho, será realizado no Senado Federal o seminário As Ferrovias e o Meio Ambiente, ocasião em que será lançado o Movimento Pró-Ferrovias na Amazônia. Também em junho, dia 11, a Associação Nacional de Transportadores Ferroviários (ANTF) realizará o III Brasil nos Trilhos, no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, no Setor Hoteleiro Sul de Brasília, quando o governo federal e a iniciativa privada debaterão os rumos do setor, sob o tema “O desenvolvimento das ferrovias nas próximas décadas” (mais informações podem ser obtidas pelo fone 0xx 11 5096 8104).
[Clique aqui], para ler mais.
De um lado os cipoalenses (e incorrigíveis) Miguel Oliveira e Paulo Leandro Leal, ambos do jornal O Estado do Tapajós, de outro, a prefeita Maria do Carmo (PT) estarão logo mais às 8h30 no fórum de Santarém para uma audiência de conciliação arbitrada pela juíza Adelina Moreira Silva, da 2ª Vara Cível.
Contra a dupla praticante do jornalismo de esgoto, Maria do Carmo moveu uma ação por danos morais no valor de R$ 228 mil.
Seu advogado é Edson Vieira, que já impôs derrota nos tribunais à folha cipoalense.
Se não ocorrer a conciliação entre as partes do litígio, a ação prosseguirá.
A CGU (Controladoria Geral da União) constatou indícios de fraude na contratação direta de uma empresa no Pará, por parte do Instituto de Metrologia do Pará (Imep), em 2006 [governo Simão Jatene], para a execução de serviços de criação, produção e impressão de peças de comunicação.
Os fiscais verificaram que a empresa contratada (Norte Impressão Digital Ltda.) não existe no endereço informado pelo IMEP. Para a impressão de uma cartilha, foi contratada uma outra empresa (Fábio Yoshikawa), que não constava do processo de avaliação realizado com outras duas empresas.
O prejuízo aos cofres da União teria chegado a R$ 66,5 mil.
[Clique aqui], para ler o relatório completo da CGU na 6ª edição do Programa de Fiscalização a partir de Sorteios Públicos. Recursos federais canalizados ao Pará foram fiscalizados.
Dois comentários feitos ao post A pressão psicológica na várzea, de Eládio Delfino:
De José Edibal Cabral Pipa, advogado:
Meu amigo Eládio, sangrando oficio de uma maneira peculiar nas várzeas do nosso município. Sei bem o que é isso. Também fui professor do modular nos idos dos anos 80, em uma região carente de recursos, região do Arapixuna mais rica, faminta, de alunos ávidos em aprender a qualquer preço. Vocês são guerreiros da educação. Lembro que à época o Seu Agapito era o líder da comunidade e a televisão ficava na janela da casa dele. Quando acabava o Jornal Nacional, ele desligava a televisão e a energia minutos depois cessava.
A escola ficava ao lado da Igreja. Foi uma experiência maravilhosa que durou apenas 2 semanas, morava na casa de um pescador chamado Hilário, gratificante e inesquecível. Aproveita bem Eládio, apesar dos percalços, cobras, largatos, morcegos. Sei que você registra tudo naquele teu caderno que vez outra arranca uma folha.
De Armando Carvalho, radialista:
Eládio, estive domingo a Vila de Arapixuna. Quanta decadência! Na praça em volta da igreja, mato e lixo. Seu Nelson toma conta do Luso Brasil. Do Agapito só ficaram as lembranças. Os ricos da década de 80, hoje são velhos, sem forças de dar prosseguimento ao trabalho. Energia só até as 7:30, não dá nem para assistir ao JN.
Os jovens não trabalham mais na roça, apenas vagabundam a espera da aposentadoria dos mais velhos. Seu Miguel Pinto, ex-Projeto Minerva, tem esperanças das coisas mudarem, acreditando que agora está bem melhor que no seu tempo de jovem. O tempo da miséria já passou. Agora o açougueiro mata um boi por semana, vende na sexta, sábado e domingo e todo mundo come carne. As meninas engravidam para receber o beneficio maternidade.
E tem uma turma que facilita a ferrada de arraia para receber o beneficio da Z-20. O carapanã chega às seis da noite e vai embora com a luz do sol. Mas aí começa o puxirum da mutuca, da muriçoca e do mucuim. A vida é mansa e a enchente não perturba, porque a vila está encravada em terra firme e o sururu leva e traz as noticias de Santarém.
R$ 24,41. Montante que cada contribuinte de Belém desembolsará em 2008 para manter a sua Câmara Municipal.
É para chamar atenção? Com certeza, mas essa é a única via encontrada por ele, como oposição, para pressionar o Governo (estadual e municipal).
Hanny Amoras, assessora de imprensa do senador Mário Couto, sobre o protesto que o parlamentar tucano fará em Santarém em favor do hospital regional.