No site No Tapajós:
Continuam as investigações sobre o acidente com o avião Corisco PT-NNM da empresa W & J Táxi Aéreo ocorrido no último 11/09, que vitimou o nutricionista Rubem Serruya. [clique aqui, para ver a foto da vítima] O avião fez uma aterissagem forçada no Rio Tapajós próximo ao Aeroporto Internacional Wilson Fonseca, em Santarém-Pará.
Suspeitas iniciais indicavam falta de combustível, porém com a retirada da aeronave do fundo do rio constatou-se que em um dos tanques do avião ainda existia gasolina suficiente para chegar ao Aeroporto de Santarém. O combustível foi armazenado em um carote e enviado para análise.
A aeronave modelo EMB-711C Corisco possui dois tanques de combustível, localizados um em cada asa. Durante o trajeto o piloto deve equalizar manualmente o consumo a fim de manter a estabilidade do avião em vôo.
A equipe que resgatou o monomotor notou ao tirar a aeronave do fundo do rio que um dos tanques estava vazio e que no outro existia certa quantidade de combustível. Tudo leva a crer que a chave seletora de combustível estava virada selecionando o tanque vazio.
Um documento da DAC, datado de 26 de abril de 1977, registrou problemas encontrados nos indicadores de combustível de alguns modelos de aeronaves, entre elas o EMB-711C Corisco.
Mesmo com os tanque vazios ou ainda como uma pequena quantidade de combustível a segurança do vôo estaria em risco. (…)
Veja o texto no site da ANAC [Agência Nacional de Aviação Civil].
O EMB-711C corisco tem capacidade para 272 litros de combustível, o que lhe dá uma autonomia de vôo de 05h30min. A rota do avião PT-NNM era de aproximadamente 490 KM, saindo de Santarém para Alenquer, Óbidos, Oriximiná, Porto Trombetas, Juruti e retornando para Santarém.
O monomotor fazia esta rota diariamente e consumia entre 145 a 155 litros de combustível.
Então como afirmar que a aeronave estava sem combustível se no dia anterior a mesma tinha sido abastecida com 149 litros?
Não era gasolina suficiente para a conclusão do trajeto?
Dessa forma não podemos descartar que ainda houvesse gasolina no tanque da aeronave antes do abastecimento.













3 Comentários Recebidos
24/9/2008 @6:09 pm
Jeso ajude-me a pensar:
Na segunda-feira eu pluguei o teu blog e nele estava estampada a foto do monomotor junto com a notícia afirmando que o motivo da aeronave realizar um pouso forçado nas aguas do Tapajós seria uma pane seca (ausência de combustível). Agora deparo-me com a notícia de que a ANAC afirma que no avião ainda existia gasolina suficiente para chegar ao Aeroporto de Santarém.
E agora? Acreditar em quem? Não seria, jornalisticamente prudente esperar para fazer afirmações?
Abraços
Carlos Maçaranduba
24/9/2008 @6:22 pm
Carlos, a versão da pane seca foi a dada pelo piloto do avião. Era a que estava, digamos, valendo até o momento. Com as perícias, essa versão acaba de ser derrubada. Qual a verdade? Que tipo de prudência achas que, nós, jornalistas, deveríamos ter adotado. Esperar a versão oficial? Acho que não. Contamos histórias, fatos e, eles, fatos, têm várias versões. Não há VERDADE absoluta, lembre-se sempre. Ou melhor ainda: numa história há diversas versões (ou verdades).
Agora o mea culpa: pequei porque não deixei explícito na nota que a pane seca era a versão do piloto.
Um abraço
25/9/2008 @4:31 pm
Não falei que a “Agência Fiscalizadora” era benevolente!
Eles vão acabar dizendo que o avião caiu porque, naquele dia, o destino sentenciou a morte do nutricionista.
É assim. Não tem fiscalização, as tragédias continuam…
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