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3 Comentários Recebidos

Pinky - hoje reflexiva
13/11/2008 @8:27 am  

Olá, senhor Poeta. Queria apenas fazer algumas consideraçãoes sobre sua reflexão, pode ser?
Um dos meus livros preferidos durante a adolescência foi Werther, de Goethe. O senhor sabe que a história é trágica, apesar de linda (ao meu ver, claro). Os adultos diziam ser um absurdo uma adolescente gostar daquele livro nefasto. De alguma maneira, eu gostava da narrativa, mais do que do enredo em si. Da mesma forma, acho muito natural que meu irmão adolescente goste de ver os filmes americanos apenas como divertimento. Na década de 60, Edgar Morin, que o senhor também deve conhecer, publicou o livro “O Espírito do Tempo” (A cultura de massa no sec. XX) em que faz uma análise dos mitos no cinema, na literatura, dos clichês e de como se estrutra a cultura de massa e fala ainda sobre as possibilidades de identificação e projeção do leitor/espectador em relação aos personagens e tipos de história repetidas pela indústria do entretenimento. [bom, antes dele, houve Theodor Adorno fazendo observações semelhantes e mais radicais sobre a indústria cultural etc etc].
Há pouco tempo li uma biografia de Edgar Morin, “Meus demônios”, onde ele conta uma situação excelente pra me redimir dos pecados de gostar de filmes como “Eu vos declaro marido e Larry” ou “Pequena Miss Sunshine” ou “A Vila”. Morin, em uma conferência de filósofos, sociólogos e outros pensadores sobre cultura, falou ingenuamente que gostava de filmes de faroeste. Houve um enorme burburinho na platéia. E um dos ouvintes prostestou dizendo ser um absurdo que um homem esclarecido como ele pudesse gostar de um gênero que exprimia todo o poder de dominação dos americanos. Ao que ele, super faceiro, respondeu algo como “não é porque eu goste de me divertir com filmes deste tipo, que eu vá deixar de ser um homem que reflete sobre o mundo ou sobre esses tipo de produção”.
Enfim, existem produções bizarras, sim. Mas tem coisa boa nas locadoras e há ainda os que fazem bons usos das bizarrices do cinema.
Desculpe-me pelo longo comentário. É que eu sou meio alérgica a Adorno. E só sei ver o cinema como humana.

Anônimo
13/11/2008 @11:13 am  

Meu amigo, os donos de locadoras são comerciantes e não intelectuais, existe cinema de todos os cantos do mundo, com diversas vertentes, cine arte, cine científico e os enlatados que vendem muito e outros, inclusive os de sacanagem.

Agora sinceramente ninguém tem culpa de o Sr só caminhar nas prateleiras de ação e terror… Putz!

TELURIO
13/11/2008 @3:09 pm  

Concordo plenamente com o anônimo, (ninguém tem culpa de o Sr só caminhar nas prateleiras de ação e terror… Putz!)

Com certeza você se considera um intelectual,porém, o seu texto varia muito, assim como a sua opinião que é procurar filmes só no lançamento, os melhores estão nos de 2,00, existem vários em que se percebe a essência da vida, coisa esquecida hoje em dia, mesmo nas locadoras daqui existem filmes bons de assistir que ainda trás uma reflexão,coisa que os lançamentos não tem, eles lançam filmes pensando somente em vender.

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