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3 Comentários Recebidos

Marcos Oliveira
28/7/2008 @10:43 am  

Cabe a pergunta. Se não fosse a tragédia familiar, certamente os oportunistas, preguiçosos, interesseiros e quase chantagistas desta história sairiam contentes dos bancos da justiça do trabalho, nem que fosse com um acordo de 3 mil para cada.

A justiça do trabalho tem essa função: defender o preguiçoso, o incompetente, o desleixado, o oportunista, o indolente, o invejoso, o jogador que aposta suas fichas Loteria do Trabalho… R$ 30 mil é o ponto de partida. O que parece ser uma ofensa à instituição é de fato uma constatação da legislação francesa aplicada sobre analfabetos funcionais dos trópicos.

Devem ser menos de 5% os casos levados à justiça onde é verdadeiramente justo o motivo da ação, onde o direito fundamental do homem ser respietado em seu trabalho é violado e seu direito é defendido. Onde os princípios do direito são levados a um mediador para que seja analizado de forma imparcial e racional todo o contexto da luta de interesses. No resto, o que se vê são ações premeditadas, amparadas por advogados tão ou mais desesperados por qualquer acordo onde os 30 mil são o ponto de partida.

Ninguém mais é demitido por justa causa, por mais imoral que o “trabalhador” tenha agido, ninguém é mais demitido pela quase sempre “injusta” de considerar que o empregador é sempre o vilão, o explorador, o maléfico algoz do coitado proletário. Não vale a dor de cabeça e o desprazer de ter que ficar frente a frente com alguém que só lhe deu decepção. Pagam-se os “direitos” pra se livrar de uma decisão quase sempre favorável a quem agiu de má fé. Todos conhecem inúmeros casos deste tipo.

Em tempos de bolsas estatais e com uma legião de viciados no uso da justiça para conquistar o que deveria conquistar com esforço, dedicação, qualificação e competência, prospera o oportunismo e o culto à extorsão judiciária como a loteria mais fácil de ganhar. Enquanto isso, o trabalhador que busca melhorar na sua carreira, aprender, se qualificar, prestar melhores serviços, ir e vir do seu trabalho, não encontra no estado um parceiro para ser um cidadão digno. A única parceria que o estado lhe oferece é a indignidade do dinheiro fácil sobre a exploração do demônio que lhe deu uma oportunidade um dia.

Assim como este, quantos e quantos casos de ingratidão, traição e incompreensão não necessariamente familiares tramitam pelos tribunais revelendo tragédias e misérias humanas mais dolorosas do que o mero interesse econômico?

Oculista
28/7/2008 @4:38 pm  

Infelizmente uma das características da Justiça do Trabalho é defender o hipossuficiente, aquele que, sobre a ótica dos Ilustre Juízes Trabalhistas não estão em paridade de condições com o eventual Reclamado, por isso, é por outras mazelas desta justiça torpe, que a considero de quinta categoria, onde, os aproveitadores em sua grande maioria conseguem seus objetivos perquiridos.
Oportuno que se faça uma reforma em nosso Texto Constitucional, tranferindo a competência de julgamento das lides oriundas da relação de trabalho para a Justiça Federal, onde temos Juízes mais bem preparados e não afastados da realizade comteporânea.
Com isso, iriamos diminuir as injustiças e os desserviços prestados por esta específica e desnorteada Justiça laboral, onde por incrível que pareça, temos Juízes de um Código só.

anônimo
28/7/2008 @6:58 pm  

Marcos Oliveira,
Concordo com o seu ponto de vista. Muitos trabalhadores, com raras exceções,procuram melhorar em suas carreiras, buscando qualificação,dedicação e responsabilidades. Às vezes o bom trabalhador, é que sofre muitas injustiças e dificilmente vai à justiça. Precisamos humanizar o mundo do trabalho, porém premiar o justo e o competente.

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