Leia também

5 Comentários Recebidos

André Dourado
27/5/2008 @2:49 pm  

É intessante como o articulista comenta suas próprias decisões. Todavia, para que ne fiquemos somente na rotina das varas trabalhistas, que convenhamos é pouco interassante mesmo para os operadores do direito, em razão da repetição de demandas(Quem viu uma viu todas), sugiro ao articulista, que tem um certo traquejo jornalístico que, em seus futuros artigos, participe dos grandes debates amazônicos(meio ambiente, indios, disputas sobre terras, violência etc.). Assim, penso, seus textos atingirão mais leitores.

Ocelio Morais
27/5/2008 @10:05 pm  

Caro leitor, obrigado pela sugestão.

Mas, se posso lhe sugerir, o farei com o sentido da boa integração e da boa comunicação.

Procure encontrar nas coisas mais simples da vida o seu conteúdo mais singular e mais espetacular. Isso é possível alcançar quando o olhar e alma – sempre abertos às belezas da vida – não ficam na superficialidade da primeira impressão.

As audiências trabalhistas não são – como dito pelo senhor – a repetição da repetição (“quem viu uma viu todas”). Só posso entender isso dentro da sua liberdade de pensar, mas posso comungar com o seu pensar. Traduz um olhar estigmatizante em relação à singeleza das histórias de vida ali debatidas e, portanto, em relação à dignidade – muitas dignidades violadas, e que têm na Justiça a esperança para reparar a lesão.

Imagine o senhor empregado ou empregador, que se sentiu lesado e procura a Justiça Trabalhista. E alguém chega lá lhe dizendo: “isso aqui é sem graça… não tem graça… não tem dignidade”. Ah… isso certamente não seria apenas deselegante, mas seria aviltante à sua dignidade violada.

Cada ação é uma história especial. Cada audiência , se o olhar não ficar na superficialidade, revela nobreza ou desvirtude do caráter humano.

Se posso lhe sugerir, leia minha crônica O SENTIDO DO CERTO E O SENTIDO DO JUSTO, que está no blog. Ela procura desmistificar a visão estigmatizante das visões que menosprezam essas dignas histórias de vida que chegam aos processos trabalhistas.

Por último, enfatizo que esse espaço aqui tem um perfil: ora é estritamente jurídico, com nuances de esclarecimento sobre aspectos relevantes da Lei, que atingem diretamente as pessoas nas relações de trabalho e nas relações de emprego. A outra vertente, é a crônica judiciária, que é incrementadas com literatura. Crônicas judiciárias que narram as histórias não contadas nas petições inciais e das contestações.

Respeitosamente, Océlio Morais

Anônimo
28/5/2008 @8:52 am  

Pede pra sair, André Dourado

André Dourado
28/5/2008 @12:32 pm  

Agradeço a resposta. Entendo sua opção em buscar fazer interessantes situações prosaicas.

Todavia, em razão de sua inegável capacidade de construir raciocínios e de mesmo conferir certo lirismo ao quotidiano, não seria de bom alvitre que também fizesse reflexões sobre outras coisas simples, todavia, extra-autos? Ou aquilo que não foi tratado nos processos que o senhor julgou não está no mundo e, portanto, não tem nenhuma importância?

Grande abraço

André Dourado- STM/PA

P.S. Não entenda o meu comentário como crítica ou mesmo provocação, já que se trata apenas de sugestão de um leitor que pretende ver o talento literário do articulista plenamente aproveitado, ao abordar assuntos de interesse geral.

P.S. Quanto ao comentário do leitor acima(08:52), reconheço, está além da minha capacidade de análise, já que parece referir-se ao filme Tropa de Elite. Portanto, erudito demais para mim.

anonimo
29/5/2008 @8:06 pm  

Com razão, o André, o articulista com a sua capacidade intelectual, pode aproveitar este espaço para questionamentos mais sólidos, levando os leitores a refletirem sobre as origens das desigualdades sociais, responsavéis pelo grande número de processos na esfera trabalhista. Que país é esse, que não respeita os direitos básicos de seu povo, obrigando os cidadãos a vivenciarem momentos de angustia e nervosismo perante o Estado-juiz, para verem garantidos seus direitos fundamentais. Se o Estado procurasse cumprir com o seu verdadeiro papel, as nossas crônicas não seriam inspiradas em acontecimentos angustiantes, vivenciados pelos jurisdicionados.

Deixe seu comentário

Observação: Comentários precisam antes ser aprovados pelo administrador do blog para aparecer neste artigo.

Site Meter