por Nelson Vinencci (*)
O bom da política é a dinâmica. D repente novas conversas recheadas de boas idéias e até menos importantes surgem do nada. Tudo gira rapidamente e os envolvidos ficam pescando certas especulações para agirem e até se posicionarem diante da caminhada eleitoral que está se iniciando.
Ouvi de um cara genial e bem informado uma especulação que me deixou pensativo. Rocha viu de fato a possibilidade de ser prefeito com o apoio de Maia, que indicaria o vice. Claro que aí tem de quebra algumas secretarias e o compromisso do apoio da máquina para a reeleição de Maia à Câmara Federal.
Analisando bem, a tese faz sentido. Seria uma boa sacada de Lira Maia, pois usaria seu prestigio eleitoral para apoiar Rocha, participava do pleito em posição privilegiada e, se caso Rocha perdesse, os dois voltariam a Belém e Brasília para dar cabo aos seus mandatos.
Ah, mas tem um acordo fechado lá em cima com o Jader. Ah, mas tem o Priante que está insatisfeito e apóia a idéia de Rocha ser candidato. Ah, mas quem manda é Jader, mas não no dinheiro do Rocha… Assim vão aparecendo questionamentos diversos. O certo é que ninguém arrisca descartar nenhuma dessas especulações. (…)
Rocha é um vencedor. Ganhou todas as batalhas que enfrentou em sua vida. Somente uma o atormenta: o sonho de ser prefeito da cidade que tudo lhe deu, quer contribuir e deixar sua história de homem público completa para a posteridade. Isso é uma boa razão para que justifique essa vontade de chagar ao Executivo.
Os acordos já começaram, mas ainda vai rolar muita água e tudo pode acontecer. Na política é assim: se há um espaço livre, quem chega primeiro o ocupa. Maria está muito bem e pode garantir sua reeleição, mas lembramos do Almir Gabriel, com 65% nas pesquisas, perdeu para Ana Júlia em Santarém. É bom lembrar isso: eleição foi decidida aqui na Pérola do Tapajós.
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* É cantor e compositor tapajônico. Escreve regularmente neste blog.













1 Comentário Recebidos
28/2/2008 @10:01 pm
Meu caro Nelson - minha querida mamãe, hoje já velhinha e sem forças nas mãos, aprendeu desde cedo a arte de costurar, tricotear e chulear.
Passava horas a fio fazendo seus trabalhos para aumentar a renda de casa e notava-se uma série de agulhas para executar o seu trabalho.
Agulhas longas e grossas, outras pequenas e tortas, outras mais finas,
enfim, o importante na execução de cada uma delas era o de levar o fio até o ponto final sem proporcionar condições de desfiar.
Trazendo essa historinha para o seu comentário e um outro exposto
já alguns dias atrás pelo Jeso, o que temos na nossa política são muitas agulhas, intermináveis fios e a necessidade de um chuleamento muito grande e com alcance inimaginável. Já temos partidos que garantem apoio federal mas descartam no estadual e no municipal, porque algum fio na metade do trabalho saiu da agulha e a agulha que continuou não achou mais esse fio . Já temos politicos onde literalmente rasgam o estatuto e os principios do partido em prol a atingir objetivos pessoais não atentando que sua agulha não se encaixa naquele tecido e naquele fio e mesmo assim ele tenta costurar. Temos agulhas algumas grandes e outras menores que saem de Brasilia , muitas vezes já com fio errado e principalmente cor errada e seguem em linha reta para Belém e sem conseguirem terminar o ponto, são obrigados a mudar o ponto e virar para Santarém mas sem certeza que o ponto dará certo e se o comprador do produto final ficará satisfeito …
Nelson pensando bem pelos trabalhos que a querida mamãe fez ela me sairia uma politica de mão cheia …. Coisinha complicada essa tal de politica .
Mas com certeza bem antes de outubro vamos saber como ficará esse tricot politico em nossa região .
Abraços
Antenor P. Giovannini
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