por Helenilson Pontes (*)
Hoje sete lotes de rodovias federais (2.580 KM, nas regiões sul e sudeste) vão ser leiloadas na Bolsa de Valores de São Paulo. Já há cerca de 28 grupos empresariais interessados em explorar esses trechos rodoviários. O investimento privado previsto beira a ordem de R$ 20 bilhões, com duplicação, restauração do asfalto, ambulâncias, guinchos, bases para pesagem e outros melhoramentos. O pedágio vai variar entres R$2,68 e R$4,18.
Diante desta alvissareira notÃcia para os nossos irmãos do centro-sul, fico a me perguntar: qual a dificuldade do Governo Federal implantar o mesmo modelo para a nossa BR-163 [Santarém-Cuiabá], concedendo a sua exploração econômica à iniciativa privada?
Certamente não faltarão grupos econômicos interessados em explorar uma rota rodoviária que seria a via de escoamento mais fácil da produção do centro-oeste brasileiro e também dos produtos da Amazônia, em especial aqueles derivados da Zona Franca de Manaus, que hoje tem que percorrer todo o litoral brasileiro para chegar a São Paulo.
O pedágio mais caro é o da rodovia que não existe, como ocorre com a nossa BR-163. Se o Governo Federal tem outras prioridades na aplicação dos recursos públicos, tais como educação, saúde, Bolsa-FamÃlia, o que é compreensÃvel, que permita que os abundantes recursos da iniciativa privada transformem em realidade a integração do norte do Brasil com o resto do paÃs.
Será que é tão difÃcil assim que uma rodovia amazônica seja explorada economicamente como um rodovia do centro-sul? Já desisti de acreditar na real intenção do Governo Federal de colocar dinheiro público na BR-163. Neste aspecto, o tal PAC rodoviário é o Brasil em Ação fernandino repaginado.
A questão ambiental também ganharia com a BR-163 privatizada, pois o seu asfaltamento permitiria que o Estado efetivamente chegasse a regiões do Pará que ficam completamente isoladas a maior parte do ano, dado o estado caótico da rodovia, deixando à solta os depredadores do meio ambiente.
Enfim, pelo visto, o que vale para o Centro-Sul não vale para o Pará.
———————–
* Santareno, é advogado tributarista.













1 Comentário Recebidos
25/10/2008 @7:40 pm
O Governo sempre fecha os olhos para nossa região,no momento ate qu estou com ele, não concordo com a privatização, para o progresso acontcer em santarém principalmente, muitos undividuos morrerão a começar por um povo que ao ver ds brancos e totalmente inerme e como uma praga devastadora a tão e esperada BR163 e o progresso trara consigo o fim de muitas pessoas de bem não sou contra o progresso so não quero a minha gente miseravelmente vivendo a merce dos forasteriros.Te admiro,pelo homem qu é, meu esposo
e filhas deram o sangue por ti nas eleições p/ santarem mas discordo totalmente com a privatização da BR163
Deixe seu comentário