por Josué Vieira (*)
Quando não há mais nada que se falar, escreve-se. Um tempo, venho acompanhando o arrolar do projeto solidário de se adotar um buraco. Tudo bem que seja um buraco, de qualquer tamanho, que como Maria de Deus não deixa seus filhos em mãos erradas.
De tudo exposto pelas imagens de exploração visual banhado por comentários desconexos com a proposta de se passar uma informação, vale a intenção, escondida no canto do olhar, junto com a remela de noites a serem compensadas. Mas de tanto buraco mostrado, outros até nem buracos, mas piscinões para o divertimento da molecada depois de uma chuva. De ver tantos buracos a paciência bate a porta da esperança, e é Silvio, outro s”B”t de piscina, o atendente.
Vale lembra os nomes dos buracos, o “brasileiro” é o mais interessante, porque não desiste nunca, outro é o “buuu…raco”, a imagem chega a ser fantasma e testamento ao mesmo tempo, pois se escapas do susto e da perseguição, não esquente haverá sempre um em frente a sua casa como ônus ou pólio para o conforto de seu dedão ou para a havaiana na terceira prestação, o conforto, meu caro, é dizer F.D.P. e desviar de sua Rota.
Tudo bem, tudo bem, prolixo demais, referencial às turras, esta bem, deixar tomar um copo d´agua para descer está “tala gato”, e polir mais minhas considerações sobre, até então, tento comentar. AAAAHHHHHHH, a água da Cosampa melhorou.
De inicio: não me interessa o buraco de ninguém, tudo bem que fiquei puto da vida quando abri a tampa do dedão em um que fica perto de casa, mas foi por uma boa causa de moreninhas, ahhh se Camilo Castelo Branco ainda estivesse vivo, só pela imagem beberia seu nome para acalmar, daria seu Castelo para o conforto, mas seria a porra do Branco, o elefante da memória. E mais uma quem: adota buraco é dentista. (…)
Sabe, de tanto que falei sobre o assunto fiquei solidário com um, e este que vou falar, o buraco que adoto é a educação, minha, de ti, daquele que está perto de ti, tu te lembras do teu vizinho, pois é, que buraco te separa dele? A educação. E como somos herdeiros pretensiosos de uma educação atravancada, meio besta da cara, como minha velha diz, a gente propaga células desse buraco por todos os ambientes que vamos. Provarei que o buraco que se deve ser adotado é aquele dentro de nós.
Vejamos nossa postura em publico: foi inaugurada a terceira etapa do Projeto Orla, não fui prestigiar a inauguração, mas dei minhas voltas por ali em dia posterior, e o que vi foi pais felizes com sua câmera digital filmando as peripécias de seus filhos montados em boto, trenzinho, tartaruga, mas ninguém se atreveu a mexer com o tucunaré. Pelo que sei há dois fiscais que deveriam policiar a preservação dos bens, mas o que ocorreu foi uma orgia de má educação, de proliferação de outros buracos em que a nossa postura, tanto de conivente como de atuante, fez-se de carnaval.
“Mas isso não me interessa!”, diz minha consciência. Mas sabe, bem que é verdade, a educação é um buraco que se esquece quando se coloca um tapete de sorrisos de boas intenções forjadas de cordeiros, só que para ela não existe globo, band, record ou mtv para que o controle remoto desvie a atenção. Por isso um band-aid para o dedão, um flerte para o rebolado da morena, duas sacas de cimento, e um “tu te lembras do teu vizinho?”, maquilam a carência e traçam outra Rota.
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* Santareno, é poeta e escritor. Escreve regularmente neste blog.













2 Comentários Recebidos
5/7/2008 @10:46 am
Essa é minha primeira visita ao BLOG, e me deparo com um texto mal escrito e desconexo. Sério, não sei o que você(autor) tentou dizer, não entendi nem mesmo o motivo do Título.
Pelo que vi não é de autoria do dono do BLOG, só que o mesmo deve selecionar melhor o que é publicado no mesmo.
PS: Isso não é para ser uma ofensa, e sim uma critica relaciona ao um BLOG que pretendo visitar mais daqui em diante.
5/7/2008 @1:04 pm
Pelo que entendi, isso apos três leitura é que o autor intensiona em dizer que o buraco (mas qual?) está em nós. Não moro em Santarém, e sim em Ji-Paraná, tive que me afastar de Santarem por motivos trabalhistas (transferencia), mas de vez em quando dou uma ispiadinha nas noticias da cidade. Vejo que o Josué escreveu um texto muito mais referencial da realidade local, por isso, de inicio, trunca a leitura de leitores menos exigentes como é meu caso e da maioria deste espaço. O artigo é bom, encaixa-se como um passeio “surreal” sobre um problema grave que é a dos buracos da cidade.
Sou partidario da defesa do que me interessa, por isso não me vem ao caso atirar pedras em ninguem, dizer que o texto é mal escrito ou coisa parecida só penso que o leitor é que tem que transpor essa barreira que é a compreensão. Por isso acho legal haver pessoas como o Josué Vieira, impregnando de simbolismos e criticas sutis a realidade, e espaços como o blog do Jeso que coloca um “que” de charme em suas noticias.
Penso: o que seria se não houvesse barreiras a se transpor, não existiria a liberdade? A opinião? A noticia? Não existiria nada. Penso como o Josué, ““Mas isso não me interessa!”, diz minha consciência. Mas sabe, bem que é verdade, a educação é um buraco que se esquece quando se coloca um tapete de sorrisos de boas intenções forjadas de cordeiros(…)”
Para muitos abraços… E Jeso continue na sua linha, isso que faz de você independente
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