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6 Comentários Recebidos

Roberto Vinholte
25/9/2008 @8:50 am  

Parabéns querido Cristóvam Sena. Sou solidário a você e à sua tese. Quem ama cultura, com ela se preocupa. Entendo que já houve uma “evolução” de mistura entre cultura e turismo, no entanto se não preservarmos a primeira, a segunda também fica comprometida. Pela tese turística, entendo que Alter-do-Chão não pode depender unicamente do Sairé, porque este, historicamente, jamais dependeu daquele. Cultura gera aprendizado e entendimento sobre as ocorrências do hoje real. Cristóvam, viva a sua história!

Tiberio Alloggio
25/9/2008 @10:11 am  

Se não estiver enganado foi em 1992/93 que presenciei, como jurado, a uma disputa de Botos na Amazônia.
Obviamente não foi em Alter do Chão, pois acredito que naquela época a disputa entre os botos não existia.
Eu morava no Amazonas e trabalhava na calha do Rio Negro, onde Novo Airão era um dos Municípios que entrava na minha rotina de trabalho.
Era a época que o Boi de Parintins começava a extrapolar a sua dimensão local, e seu sucesso, além de nacional, estava se tornando internacional.
Era também a época que os Governos Federais e Estaduais começavam de verdade a “patrocinar” com “força” os eventos culturais.
Lembro que naquela época apareceu uma legião de “vendedores de projetos”, que atrelados aos políticos, varriam todos os municípios estimulando os prefeitos a “inventar eventos culturais” para poder acessar ao dinheiro público e de quebra, se tiver sucesso, aos patrocínios privados.
Embalados com o sucesso dos Bois em Parintins, e ao invés de estimular o que já existia na cultura local, o modelo do Boi tornou-se uma febre que se alastrou ao longo da calha dos rios Solimões, Amazonas e Negro. Até porque tudo se tornava mais fácil, era só trocar os Bois por uma par de Botos, ou um par de Tribos, etc. e a magica estava feita.
Em Novo Airão (como nos demais municípios) o Prefeito entrou nessa, e aproveitando do fato que no município o Boto Cor de Rosa era o bicho mais comum a ser visto, resolveu organizar, de forma experimental, em pleno estilo Parintins, a primeira Festa dos Botos. Obviamente para não cair do nada, aproveitou-se de uma festa tradicional, e mudou-se as datas para evitar sobreposições com outras festas.
Enfim foi desse jeito que pude apreciar a minha primeira festa dos Botos.
Obviamente a festa foi um fiasco, e depois de ter sido repetida durante dois anos, acabou sendo abandonada e esquecida.
Mas acredito que “alguem” deve ter comprado (copiado) essa brilhante idéia e trazido ela para essas bandas.
E por aqui, pelo jeito, pegou mesmo!!

É só para dizer que concordo totalmente com a sua reflexão Cristovam.

Tiberio Alloggio

Stanislau Guarani de Campinas
25/9/2008 @10:33 am  

Muito boa a intervenção.
Depois de tantos questionamentos, entendo ter chegado o momento da Festa do Sairé se separar do Festival dos Botos (com a inclusão dos shows musicais).
Só para os mais entendidos deixarem de questionar.
Uma coisa é certa: a Festa do Sairé, ao longo dos anos, somente despertou a atenção dos moradores mais tradicionais da vila e de pesquisadores. Foi assim ao longos dos anos.
Hoje, entendo que o Festival dos Botos deve cumprir a sua trajetória, com todo o seu apelo mercantilista. Foi para isso que ele foi concebido, e assim se revelou um sucesso de público. A lenda do Boto deu certo. Deve dar certo, especialmente num lugar tido como encantado, repleto de belezas naturais.
Aí, o público pode ser decidir ou em acompanhar os as ladaínhas e o simbolismo dos antigos moradores de Alter do Chão ou o folclore, com todo o apelo de luz e cores.
Portanto, que o Sairé seja uma coisa e o Festival dos Botos seja outra.

Anônimo
25/9/2008 @2:41 pm  

O que seiria o Sairé ou Çaire? Somente a festa dos mastro, o espanta ção, as ladainhas, o tarubá e demais bebidas tipicas? Isso realmente acho que somente desperta a atenção dos moradores mais tradicionais da vila e talvez de alguns pesquisadores.

João da Mata
25/9/2008 @3:08 pm  

“Somente” que o anonImo das 14:41:54 fala, tem mAis de 300 anos. QUER MAIS?

Roberto Vinholte
25/9/2008 @10:36 pm  

O destino, com luz divina, sem qualquer plano prévio, nos presentou com natural encontro familiar, numa cidade com mais de 13 milhões de habitantes… Ratifico homenagens ao amigo Cristóvam Sena, defensor natural da nossa pérola.

Roberto Vinholte

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