por Edilberto Sena (*)
Que futuro tem a Amazônia? Dentro de 25 anos o que será dos atuais 25 milhões de habitantes serão mais ou serão menos? Por que tais perguntas? Porque se depender dos governantes que se tem hoje, não dá para se ter boas expectativas.
Quando a senadora Marina Silva foi expelida do Ministério do Meio Ambiente, não foi explicado pelo governo central o porquê de ela abandonar o grupo. Mas na verdade ela aprendeu em 5 anos de convivência que a Amazônia só conta para o governo central e os estaduais como colônia a ser saqueada. A destruição é para eles apenas o preço a ser pago pelo tal PAC, Plano de Aceleração do Crescimento.
Com o expurgo da atual senadora, entrou como ministro um senhor que é mais garoto-propaganda do que pessoa comprometida com a defesa do meio ambiente e da Amazônia. Os dois exemplos a seguir, bem recentes, ilustram o quanto o governo central, incluindo seu novo ministro do meio ambiente, despreza os povos da Amazônia.
Uma notÃcia desta semana diz que “O governo vai adiar a entrada em vigor de partes do decreto que regulamentou a lei de crimes ambientais, concedendo, assim, prazo para que agropecuaristas possam se adequar à legislação”.
Em outras palavras é como dizer ao ladrão: limpa a casa e leva o que queres, porque depois a gente entra e o fato está consumado. Isto é, os criminosos terão tempo de se ajeitar para não serem punidos pelo decreto, que o próprio governo criou. (…)
Outro exemplo de desprezo oficial pelo bem da Amazônia. Estourou mais uma triste notÃcia de que mais 756 kms² foram desmatados na Amazônia - isso só no mês de agosto. Aà o Ibama acusa o Incra de ser um dos culpados por causa de assentamentos oficiais. E o Incra acusa o Ibama de utilizar imagens de devastação antigas para arranjar outro bode expiatório.
Ora, de que adianta um órgão do governo acusar outro órgão do mesmo governo se o fato de 756 kms² devastados terem sido constatados pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espacial, o INPE? Um instituto sério e respeitado? A constatação se repete a cada mês.
Em julho a devastação de cerca de 275 kms quadrados e a previsão é de que juntando os meses deste ano ao final a devastação será de cerca de 8 a 9 mil kms quadrados. Em vez de o governo msotrar seriedade na proteção da Amazônia, aparelhando rigorosamentes os órgãos federais de assitência, fiscalização, ainda planeja dividir o Incra e o Ibama.
Não é verdade que o conjunto do governo não se entende e quem paga é a Amazônia e suas populações? Por isso se pergunta: o que será da Amazônia daqui a 25 anos? Ou antes?
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É padre e diretor da Rádio Rural AM. Escreve regularmente neste blog.












2 Comentários Recebidos
7/10/2008 @9:53 am
Imprecionante o fato do ministro do meio ambiente em um show pirotecnico anunciar os maiores desmatadores e acusar o incra e os assentados pela derrubada da floresta e na mesma matéria a globa falar que na maioria das fazendas o desmatamento e legal, estão querendo culpar os pequenos agricultores pela derrubada da floresta, como se os sojeiros e os pecuaristas não tivessem culpa nenhuma, o mais imprecionante ainda é que esse mesmo ministro é o responsavel por proteger a floresta já que cabe ao IBAMA o trabalho de fiscalização, autuação e apreenção em casos de crime ambiental, ou seja ele noticiou a incompetência do orgão pelo qual é responsável, agora bastaria o ministério público a imprensa fazer um visita nos locais de desmatamento e perguntar aos comunitários se os fiscais do IBAMA aparecem por lá, pra saberem que a resposta vai ser que sim, só que apenas para receber as propinas e que os preços são todos tabelados.
É ir lá e conferir com a palavra o espalhafatoso ministério público.
7/10/2008 @7:25 pm
O INCRA de repente virou a “Geni” do serviço público, utilizado como cortina de fumaça para esconder os verddadeiros culpados pela destruição da floresta. Os neo-colonialistas Minc e Unger deveriam colocar na cadeia grileiros e ladrões de madeira ao invés de ficarem buscando desculpa para um assunto que só conhecem da academia.
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