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7 Comentários Recebidos

Corrêa de Dar em Doido
30/4/2008 @11:36 am  

Cada índio no Brasil possui uma fazenda particular de 500 hectares cada, num país onde existem 50 milhões de brasileiros legítimos e descendentes dos próprios indígenas em estado de miséria absoluta, morando em situação de risco, barracos fétidos, palafitas insalubres, dos quais, 32.000 moram nas calçadas das ruas e avenidas de São Paulo, sendo 80% pedintes, além de 10 milhões de favelados entregues a sanha assassina de traficantes truculentos. O deficit habitacional atinge milhões de famílias brasileiras, inclusive na Amazônia.

Apesar do latifúndio silvícolas, desde os Tuxauas até os mais tenros curumins, os nossos índios morrem aos borbotões em meio a selva hostil, por falta de assistência médica, educação condicente, falta de higiene mínima, ausência de transporte e comunicação. Como exemplo, podemos citar 600 Waiãpis e 160 Tyriós do Tumucumaque, objeto de recente documentário da televisão brasileira.

O que o General Augusto Heleno queria denunciar era a omissão das mais altas autoridades nacionais para o genocídio silencioso de nossos índios, a vergonhosa situação fundiária da Amazônia, o desrespeito ao papel social da terra, o latifúndio improdutivo do Governo Federal que impede, inclusive, o desenvolvimento de algumas unidades federativas brasileiras e principalmente a ausência das instituições republicanas mínimas em 60% do nosso território. Essa é a razão verdadeira dos Macuxis terem apoiado os fazendeiros de Roraima. Lá eles têm emprego, renda, alimento e dignidade, por isso, arriscaram as suas vidas para defender a produção agrícola.

Quem deseja impedir a produção de arroz em Roraima são os lobbies dos arrozeiros dos Estados mais ricos que não desejam concorrência, o mesmo que ocorre com a nossa produção de carne, soja, etanol, madeira e qualquer coisa que os nortista desejem produzir. Nós somos proibidos de praticar até o futebol e nenhuma autoridade local faz absolutamente nada.

Agora, vem um bando de vazios a serviço de Ongs estrangeiras e movimentos socialistas em busca do poder, destilar mentiras e aleivosias sem qualquer sentido contra os poucos patriotas desse país de cidadãos abandonados a própria sorte.
Vai te catar hipócrita de coleira!

Internador de doidos
30/4/2008 @3:42 pm  

A reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima equivale ao 7% do território estadual, com pouco mais de 400 mil habitantes, a maioria vivendo em Boa Vista, a capital. O procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza encaminhou à Corte um parecer contrário a suspensão do decreto que demarcou a reserva de forma contínua e à decisão de suspender as operações da Policia Federal (PF) na área.

A PF retirava fazendeiros em cumprimento ao decreto que criou a reserva e teve de suspender as operações por ordem do STF.
Como é possível que a Corte Suprema do país dê razão a uma dezenas de fazendeiros (plantadores de arroz), que pela força e com atos de violência, com apoio aberto e ilegal do governo do Estado, impediram a PF de cumprir a lei ?
Pior, como é possível que no país tenha gente que acredite que os índios e suas reservas são uma ameaça a soberania e a segurança nacional e que, por isso, não se deve mais demarcar terras indígenas ou desocupá-las quando for o caso ?

Anônimo
30/4/2008 @8:10 pm  

Eu até aprecio alguns comentários do Tibério. É fora de dúvida que ele tem qualidades. Mas o coitado tem um defeito incorrigível, ele acredita piamente que é um intelectual de última moda, quando na verdade não passa de um pseudo-sociólogo. E o mais triste é que ele procura seriamente aplicar na vida concreta (dos outros) as fantasias elucubradas de sonhador utópico que o PT costuma produzir a rodo. Mas acho que a situação dele é reversível, é questão de tempo. Quero aconselhá-lo a não ler qualquer literatura pseudo-filosófica ou as seções “culturais” de certa mídia.

Mateus Guerreiro
30/4/2008 @8:16 pm  

Qualquer portador de distúrbio mental, deve receber tratamento adequado, nunca baseado na violência, mesmo que seja com uma ‘corrêa’, que fere apenas o nosso belo português. E, com uma correia, nunca. As razões são tantas, mas a do simples bom senso já serve, pela sábia advertência, aqui parodiada: quem com correia açoita, com ela será açoitado.
Evitemos, portanto, os açoites e voltemos nossos olhos para os ‘argumentos’ afoitos, esses sim merecedores de nossos reparos, para não prevalecer a máxima conhecida de que ‘mentiras repetidas tansformam-se em verdades’. Como essa de dizer que “cada índio no Brasil possui uma fazenda particular de 500 hectares cada”. Pois se fosse verdade, por que estariam brigando nossos irmãos de mais de duzenas etnias? O contrário é que verdadeiro, lutam por não tê-las. De onde então esse delírio de “fazenda particular de 500 hectares”. Na terra do nunca? No ‘never land’ de Peter Pan, o que se recusou a crescer?
Bem que os índios merecem uma área compatível com seu modo de vida, como recomenda a ciência antropológica. Ou será que ela está a serviço das “potências internacionais, que estão de olho na Amazônia”? Como a paranóia faz o indivíduo voltar-se para seu mundo particular, isolando-se do resto, em seus delírios, é fácil de compreender que suas vítimas preferenciais serão tudo o que for universal. E pobre da ciência que ousar contrariar!
E nada resolve essa retórica torta de achar que os nativos encontrados pelos colonizadores não tem o direito que alegam ter pelo fato de que “existem 50 milhões de brasileiros legítimos e descendentes dos próprios indígenas em estado de miséria absoluta, morando em situação de risco, barracos fétidos, palafitas insalubres, dos quais, 32.000 moram nas calçadas das ruas e avenidas de São Paulo, sendo 80% pedintes, além de 10 milhões de favelados entregues a sanha assassina de traficantes truculentos”. Isso é misturar alho com bugalho. Problemas distintos, soluções distintas. A Cesar o que é de Cesar, recomendou o jovem galileu, respondendo aos fariseus que queriam, por qualquer meio, confundí-lo para incriminá-lo, e levá-lo às autoridades para condenação.
E essa ilação falaciosa: “Apesar do latifúndio silvícolas, desde os Tuxauas até os mais tenros curumins, os nossos índios morrem aos borbotões em meio a selva hostil, por falta de assistência médica, educação condicente, falta de higiene mínima, ausência de transporte e comunicação”. A tática é clara: parte-se do suposto que os índios detêm mesmo a posse da área de terra alegada, em seguida afirma-se as misérias e desmandos praticados contra outros grupos de despossuídos, e conclui-se que, se uns não tem, os outros também não devem ter. De vítimas, de explorados, os índios passam a privilegiados apenas pelo fato de reivindicarem seus direitos. O correto, numa sociedade democrática, é que todos os grupos reivindiquem seus direitos. Que é o que de fato ocorre no Brasil. Por isso há os sem-terra, os sem-teto. E muito mais, até os que têm muito. Incluisve má-fé.
E aí fica claro esse lapso dominante de “nossos índios”. Eles que são iguais a nós, passam a ser propriedade nossa. Não espanta, por isso, a usurpação de suas posses, se até lhes usurpamos, ’sem querer’, a autonomia, a identidade. São apenas “nossos índios”, desde Cabral até hoje!
Quanto a atitude do general, lamenta-se é que, rendendo-se aos quinze minutos de fama que lhe garante a exposição midiática, tenha deixado de apresentar sua contribuição, como todos nós, brasileiros bem intecionados, devemos fazer nos canais compatíveis com a função de cada um. Ele mais do que nós ainda, por pertencer a uma das insituições mais respeitadas, que são as forças armadas do Brasil. Esta, sim, nossa, porque criada e mantida pelos nossos impostos, sustentada com nosso suor!
É muito conhecida a tática da dependência que se tem utilizado desde a chegada do branco por estas paragens. Os macuxis são apenas a regra. Suas terras são conquistadas, aparecem os novos hábitos, e muitos vícios, e depois a são acusados por suas dependências. É a velha lógica do dominante. E aí fica fácil a cantilena: ” Lá eles têm emprego, renda, alimento e dignidade, por isso, arriscaram as suas vidas para defender a produção agrícola”. Mas quem acredita nisso?
Se custa a convencer, o negócoio então é criar uma outra justificativa, em vez de encarar o problema de frente. Dái é que as pérolas raras: “Quem deseja impedir a produção de arroz em Roraima são os lobbies dos arrozeiros dos Estados mais ricos que não desejam concorrência, o mesmo que ocorre com a nossa produção de carne, soja, etanol, madeira e qualquer coisa que os nortista desejem produzir. Nós somos proibidos de praticar até o futebol e nenhuma autoridade local faz absolutamente nada”. Dá pra acretidtar nisso? Habilite-se.
Como desculpa pouca é bobagem, há outros culpados, a quem já podemos destilar nosso ódio, basta colocá-los num mesmo saco. E quem são eles? “Um bando de vazios a serviço de Ongs estrangeiras e movimentos socialistas em busca do poder, destilar mentiras e aleivosias sem qualquer sentido contra os poucos patriotas desse país de cidadãos abandonados a própria sorte”.
Nesse ponto, o General Heleno Augusto teve, pelo menos, mais bom senso do que seu defensor, pois, em suas falas, parou pra distinguir “ongs sérias das picaretas”. Palavras dele.
As minhas são pra gente como o Tibério, que sequer conheço, mas mostra a cara e, vê-se logo, é bom cidadão, quer contribuir, dialoga sempre, é corajoso, não é vazio coisa nenhuma. É é do bem. Seja aqui ou onde estiver, pois sua causa é social, é de todos. E deveria ser a de cada um de nós. Nós que respeitamos os doidos!
Mateus Guerreiro

Corrêa de Dar em Doido
1/5/2008 @11:20 am  

Primeiro Sr.Guerreiro, Corrêa é sobrenome e não erro de português. Por mais malabarismo que o Sr.faça, não tem argumento suficiente para desmentir as minhas informações, que são, absolutamente, verdadeiras.
Se o prezado não entende de futebol, não se meta a discordar de quem foi jogador de futebol, dirigente de clubes e de Federações e Ligas Regionais.
O Clube dos Treze, cartel de convergência de dominação, é real e massacra o futebol de todos os Estados do Brasil, inclusive das unidades federativas onde os clubes cartelizados estão situados - S.Paulo, Rio, Minas e Rio Grande do Sul. O citado grupo e seus asseclas a soldo estão no poder há mais de 20 anos num sistema federal de futebol que deveria ser representativo e democrático. Belém, Manaus, Fortaleza, São Luis, Brasilia, Cuiabá e outras tantas capitais têm os mesmo direitos que as cidades cartelizadas, que açambarcam todos os recursos do nosso futebol. Os clubes das regiões mais pobres e não incluídas na convergência passam 10 meses do ano sem atividades operacionais e estão em rota de extinção, à semelhança dos indios brasileiros.
A situação dos índios brasileiros é dramática em termos de fome, debilitação e até suicídios de jovens e não adianta o Sr. querer tapar o sol com uma peneira.
Pegue mais de 100.000.000 de hectares já demarcados e divida pelos pouco mais de 200 mil indígenas brasileiros e terá o número dado, por indivíduo. Trata-se de uma situação de afronta aos demais brasileiros e tem tudo a ver com o problema social do país. O função social da terra não serve apenas para alguns, mas, para todos. É o que diz a Constituição Federal.
Essa mesma Constituição Federal que serviu de embasamento para a defesa e a segurança jurídica dos arrozeiros que investiram milhões de reais nos seus negócios e não podem, simplesmente, ter as suas terras confiscadas. Terras federais devolutas e sem aproveitamento social que devem ser ocupadas, sim, por brasileiros e trabalhadores que desejam produzir riqueza para aplacar a miséria de milhões que sofrem na pobreza e no abandono. Ninguém cai mais nesse conto do vigário, de que os nativos brasileiros eram os verdadeiros donos do país e foram massacrados pelos brancos. A História dos homens é a história do capitalismo, como ele é, darwinismo puro e não tem retrocesso de Marias arrependidas, utópicos messiânicos e biblícos paradisíacos.
Nós, neste debate, estamos fazendo a história e aqui na terra temos que arranjar um jeito de viver, mesmo com a procissão passando.
Os índios brasileiros merecem possuir as suas terras e se tornarem cidadãos brasileiros plenos e não considerados parasitas não imputáveis, abandonados e pré-históricos primitivos. Não dá mais para viver de caça, pesca, dança e rituais em pleno século XXI. A cultura não será preservada, abandonando-os à miséria absoluta, como os nossos governantes fazem com os silvícolas e com outros milhões de brasileiros. A verdade é que essa catastrófica política indigenista tem apenas a intenção de preservar o latifúndio improdutivo do Governo Federal e exterminar os que estiverem nelas. O Ministro da Justiça foi claro - “As terras são do Governo Federal e aos indígenas cabe apenas o usofruto”. Até que desapareçam para sempre. Apesar da hipocrisia dos verdes a serviço dos interesses internacionais. Mas, as suas terras são liberadas para os geológos alienígenas e proibidas para os brasileiros, como frisou com clareza cristalina, o General Heleno. O Parque do Tumucumaque, com as suas riquezas vegetais e minerais incomensuráveis, que abrange 2/3 das terras do Amapá foi aprovado em gabinetes de Brasília sem consulta aos amapaenses, por que alguns amofadinhas queriam aparecer e se promover perante a comunidade internacional, impedindo para sempre o desenvolvimento e o progresso econômico de uma unidade federativa brasileira e de seus moradores. O mesmo, que desejam fazer com Roraima, Acre, Rondônia, Amazonas e Pará.
A mídia escrita hegemônica não faz edições especiais de 100 páginas repletas de mentiras e ideologia capenga e barata a troco de nada. Existem capitalistas interesseiros de carne e osso por trás da lavagem cerebral do aquecimento global e da histeria da preservação forçada da Amazônia e interessados em nosso atraso e que sejamos primitivos para sempre. Bem aventurados os pobres de espírito, pois, não terão a sua dignidade aqui na Terra.
Quando ao Sr. Tibério, ele adapta os seus argumentos de acordo com as suas conveniências políticas. Quando alguém critica a ação dos seus chefes ele sai na defesa e aí ele é o Tibério verdadeiro, que tem interesses e luta para melhorar de vida. Depois, tem uma recaída e vem com o discurso decoreba de bioma, biodiversidade e outros chavões dos verdes da moda, assim como, o Senhor, Mr. Guerreiro. Imaginem que até o Juvêncio Arruda agora é pena verde. Ser verde é ostentar uma melancia no pescoço. Ser verde e defensor das terras indígenas, então, é ser mais do que”fashion”, mesmo que escondendo e escamoteando a cruel face do abandono e ostentando um elitismo hipócrita.

Tiberio Alloggio
2/5/2008 @9:14 am  

Para quem gosta de “números ” e não de papo furado de “pseudo intelectuais” criticando “pseudo intelectuais”, aqui vão alguns.
Podem ajudar os democratas de quartel, como os ‘filósofos” de plantão a pelo menos entender o problema por aquilo que realmente representa na pratica, e evitar de viajar na maionese.
O maior argumento usado contra a demarcação da reserva Raposa Serra do Sol é que o conjunto das reservas de Roraima cobre 46% do território do Estado, comprometendo o seu desenvolvimento.
O que é uma forma de utilizar indevidamente a estatística. Ou como diria alguém que agora não me lembro: “estatística é uma forma de torturar os números até que esses mostrem o que queremos”.
Em primeiro lugar, o Estado de Roraima tem um tamanho médio. A sua extensão territorial é de 225,116,1 km2 ou 22.511,61 mil hectares. sendo maior que muitos e importantes estados brasileiros, como Pernambuco, Santa Catarina e outros de menor extensão. Tirando as reservas indígenas, o que sobra equivale ao território de Pernambuco.
Mas o outro dado que precisa ser considerado é que a maior parte do território é ocupado por floresta tropical que precisa ser preservado.
O III Plano Diretor da Embrapa - Roraima resume os dados, com algumas discrepâncias de números:

“Roraima possui 224.298 km2 de extensão territorial, possuindo basicamente dois ecossistemas. O primeiro formado predominantemente por um extrato graminóide conhecido como savana, cerrado ou lavrado, ocupando 17% do estado (40 mil km2) e 83% com cobertura vegetal do tipo floresta tropical úmida.
Do ponto de vista institucional, as terras estão assim distribuídas: áreas indígenas com 46,35%; áreas de conservação (excluídas as sobrepostas às áreas indígenas) com 7,51%; áreas militares com 3,17%; áreas alagadas com 7,92%; áreas rochosas com 2,58% e áreas remanescentes com 32,47%. Considerando-se a legislação vigente, 35% e 80% das áreas de savana e demfloresta, respectivamente, devem ser destinadas para conservação permanente. Assim sendo, restam aproximadamente 7% de áreas disponíveis e aptas para produção agrícola em Roraima (Perfil Territorial do Estado de Roraima, 2003).

Os 7% representam uma área aproximada de 1,6 milhões de hectares, um pouco menos que a área demarcada da Raposa Serra do Sol.
Torturando os números, eles nos dizem que se a totalidade da área aproveitável fosse plantada com arroz, considerando a produtividade média alcançada de 6.500 kg/ha, Roraima produziria cerca de 10 milhões de t. pouco abaixo da produção total prevista para o país na safra 2007-2008 (11.955,4 mil t segundo os dados mais recentes da CONAB).
Se fosse toda plantada de soja, a produção poderia variar entre 4,4 a 5,0 milhões de t. dependendo da produtividade. Poderia representar cerca de 10% da produção brasileira.
Os dados do III Plano Diretor da Embrapa indicam uma área plantada de 18.000 ha de arroz e 11.500 ha de soja. Cerca de 30.000 ha, ou apenas 2% do total da área aproveitável.

Ou seja, há muito o que plantar e colher em Roraima, independente das reservas indigenas, e para as quais podem ser deslocados os “não indios”.
As reservas indígenas (ainda que não sejam produtoras de grãos) não comprometem o desenvolvimento econômico de Roraima.
Há muitos estudos, projetos e promessas de apoio financeiro do BNDES para uma exploração racional e sustentável das savanas / lavrados / cerrados de Roraima. Sem necessidade de desflorestar ou de invadir as terras da União, com usufruto das populações indígenas.
A pergunta recorrente (a que não quer se calar) é porque os arrozeiros foram plantar em área já sabida de terras indígenas e não em outras áreas, igualmente férteis, demonstradas pela Embrapa? E supridas de infra-estrutura?
Por que agora insistem em ficar lá, quando podem produzir de forma legal em outras áreas dentro do Estado?
Onde está o foco da conspiração?
Seriam esses rizicultores ou “arrozeiros”, invasores ilegais de terras de União, os baluartes da Soberania Nacional?

Ou o patriotismo de quartel acabou perdendo, além dos argumentos, o juízo?

Tiberio Alloggio

Anônimo
2/5/2008 @1:47 pm  

Jânio de Freitas (da Folha de São Paulo) identifica a “figura polêmica” do general com a velha linha dura. E revela que durante as investigações que levaram à condenação o famoso ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, cerca de 100 telefonemas de “Lalau” foram para o general. Em 2004, o general assumiu o comando das tropas da ONU no Haiti. Nove meses depois, diz Jânio, foi lançado nos EUA e na Suíça o relatório ”Mantendo a paz no Haiti?”, do Centro de Justiça Global e da Universidade Harvard, com críticas severas envolvendo o comando do general brasileiro. As tropas da ONU davam cobertura à campanha de terror da polícia nas favelas de Porto Príncipe. E violações de direitos humanos eram praticadas pela própria tropa.
Não menos fanfarrão, o aloprado general Augusto Heleno, bramindo loas preconceituosas sobre a questão indígena, que tratam os índios como cidadãos de segunda classe, e delirando paranóias sobre a segurança nacional, e aí lançou no mercado os papeis de uma falsa crise militar, despertando uma frenética corrida de investidores, entre civis antilulistas e milicos de pijama, alguns quase mumificados, ou dirigentes de empoeirados clubes militares.
Para Janio de Freitas, em sua coluna na Folha de S. Paulo desta quinta-feira, os papéis têm muito mais aplicadores civis do que supõem os otimistas da Democracia.
Somente a irresponsabilidade justifica a oposição tucana à iniciativa do atual governo sobre a homologação da reserva Raposa Terra do Sol, vez que ela foi uma decisão do governo FHC, precedida de quase trinta anos de discussão democrática entre os setores envolvidos. Só a posição do tinhoso Demo é justificada, por sua origem histórica de escora política da ditadura militar.

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