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1 Comentário Recebidos

Paulo Cidmil
2/9/2008 @4:13 pm  

Tibério, acho q finalmente encontrou sua vocação. COMENTARISTA ESPORTIVO!!! gostaria muito de ouvir seus comentários sobre o próximo RAI x FRAN. Creio que ninguém poderá traduzir ou até mesmo reinventar na alma e espírito do nosso povo o significado e rivalidade desse clássico Tapajoara.
Quando criança, nunca entendi muito bem, porque os clubes tinham nome de santo, e apesar de torcer para o São Francisco por influência de minha mãe, gostava do São Raimundo. Fui morar ao lado da sede, jogava minha bolinha no clube, ia aos treinos e até viajava com o Pantera quando ia jogar em Parintins, Monte Alegre e Alenquer.
Mas o que me intrigava mesmo era o porquê de não termos um clube com o nome da cidade para enfrentar os clubes de Belém e outros visitantes como Flamengo, Vasco, América, Madureira, São Cristovão e Botafogo do Rio de Janeiro, Seleção brasileira de novos, Bahia, Sport Recife, Fortaleza, que na época vinham jogar em nossa cidade.
O estádio chamava-se Aderbal Correa, ficava na São Sebastião, estava sempre lotado fosse futebol ou espetáculo artístico. Tinha refresco do Bráulio, crocrete de macaxeira, tacacá, tapioquinha, rabuçado de cupuaçu e murucí. Goleiro era Surdão, atacante Cabecinha, zagueiro era Darinta, meio de campo era Dão. Torcida do São Raimundo era buchada, do São Francisco não lembro o nome feio não, América era um grande time, Norte, Fluminense, Flamengo e Náutico faziam figuração.
Eu, menino de 10 anos, tinha um tio chamado Elinaldo que não me deixava na mão, não perdia jogo importante e Cine Olímpia era minha paixão.

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