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9 Comentários Recebidos

Anônimo
31/3/2008 @5:34 pm  

Quanto produz um “gigante da floresta Amazônica” a nossa Castanheira.

Castanha do PARA ou do BRASIL.

Alguem pode responder?

Anônimo
31/3/2008 @8:45 pm  

Mas nem precisamos ir tão longe no passado. Basta voltar uns 7 anos e ver o exemplo que o IBAMA nos deu quando permitiu que a CEMEX (usando o nome de Marflops) conduzisse um projeto de manejo florestal na Flona Tapajós. Milhares de árvores retiradas de acordo com o inventário feito pela própria CEMEX e sem a adequada fiscalização do IBAMA ou de qualquer outro órgão. Ou seja, inventariou-se o que se quis inventariar e da maneira que se quis inventariar. Algo do tipo “Seria bom cortar aquele Jatobá enorme da parcela X, mas ele o único da parcela! Tem problema não, coloca ai no inventário que tem mais 10 deles nessa parcela aí a gente vai poder cortar!!!
E onde será que foi parar todo o dinheiro apurado com essa exploração? Nunca se fez nenhuma prestação de contas às comunidades da Flona Tapajós do volume de madeira cortado e dos lucros da exportação da madeira. E nada, nenhum centavo foi dado às comunidades e nenhum benefício elas receberam.

Anônimo
31/3/2008 @9:07 pm  

Sera que o professor Nelson Wisnik sabe quanto produz em kg de castanhas uma CASTANHEIRA .

Roberto Castro
31/3/2008 @11:54 pm  

A visão do professor é basicamente ambiental. Um economista perguntaria. Existe um mercado assim tão grande para o pinhão no Brasil e no Mundo e aproveitando a deixa do anônimo das 17:34 - E para a castanha do Pará, existe? A economia e os capitalistas têm as suas lógicas científicas e práticas. Eles plantam trigo e soja porque existem mercados mundiais portentosos. Os seres humanos, também, têm as suas lógicas de sobrevivência, pois, precisam, simplesmente, sobreviver e de nada adiantaria viver debaixo ou cercado de Pinheirais de 1000 anos e Castanheiras de 500, se têm uma péssima vida e passam fome ou vivem no primitivismo. As pessoas que fabricam essas ideologias fantasiosas da vida, nenhuma delas gostaria de viver no meio da floresta, andando 80/100 quilômetros por dia numa trilha sem fim, com dez malárias nas costas e um caçuá de colher castanhas ou derrubar pinhões, muito menos, desejam essa vida para os seus filhos e netos.
Se não houver uma vida moderna e digna para os jovens da Amazônia, eles preferirão engrossar as estatísticas de violência e morte das grandes metrópoles a morrer de picadas de cobras, endemias tropicais e abandonados na selva a 500 quilômetros da cidade mais próxima e com estradas de atoleiros.
A grande luta do povo amazônico é para se apropriar de suas riquezas disponíveis, num território do tamanho da Comunidade Européia, explorando riquezas que o restante do Brasil e do mundo desejam comprar, capitalizando-se para novos saltos qualitativos.
Para isso, a sua elite cultural necessita formar uma “inteligenzia” voltada para o desenvolvimento limpo e descartar as mistificações que outros povos avançados desejam lhe impor.
Existem verdades econômicas que derrubam esses mitos dos que desejam conservar-nos no atraso. O Paraná tem a mesma idade do Amazonas (1850) e emancipou-se 200 anos após o Pará. Com 200.000 Km² de área territorial produz mais que os 5 milhões de quilômetros quadrados da Amazônia e dá ao seu povo um padrão de vida muitas vezes superior. Sua Capital é mais ecológica do país, a mais moderna e modelo para as cidades do mundo e conserva milhares de Km² de florestas da serra do mar, e ao longo de toda sua extensa divisa estadual sul com o Rio Iguaçu.
Todo esse avanço somente foi possível graças aos recursos que possibilitaram a expansão de sua agricultura e de sua fantástica indústria madeireira e de móveis, com a exploração de suas florestas de Araucária.
Os Estados Amazônicos podem, tranqüilamente, conservar os 50% de suas florestas, já tombados e até plantar mais, sem abdicar do seu desenvolvimento econômico, como os povos mais ricos do planeta. Jamais receber esmolas de quem quer que seja e sem se curvar às lavagens cerebrais importadas dos povos que temem a explosão de suas riquezas e de seus recursos naturais.

Anônimo
1/4/2008 @11:06 am  

Sera que alguem sabe quanto produz uma castanheira?

Anônimo
1/4/2008 @3:49 pm  

Sera que ninguem sabe quanto produz uma castanheira?

Roberto Castro
1/4/2008 @10:17 pm  

Não fica nervoso anônimo das 15:49.

Os números que temos são os seguintes:

Em áreas extrativistas: 56 plantas, em média. por hectare, com cada planta fornecendo em média 06 ouriços com média de 24 castanhas (sementes) Total: 8064 sementes em média por hectare. 90 gramas de semente por ouriço, com 540 gramas por árvore e 30 kgs por hectare. Fonte: Ferreira e Tonini, Média por semente de 3,75 gramas.
Fonte: Ferreira e Tonini, Embrapa-Roraima.

Em castanhais cultivados em espaçamento 4m x 4m:
160 plantas e produção após 08 anos 68 litros de castanha por hectare em média, com a maturidade de produção aos 12 anos. Fonte:Emprapa Rondônia

Foram produzidas 28.806 t de castanha-do-pará em 2006. uma queda de 5,7% em relação à produção anterior de 30. 555 t. O Acre concentrou 35,5% do total coletado, seguido por Amazonas (31,8%), Pará (18,4%) e Rondônia (9,2%). O município de Rio Branco, no Acre, deteve 9,9% do total nacional. Fonte: IBGE

Anônimo
2/4/2008 @11:59 am  

Caro, Roberto Castro

O desconhecimento sobre a Amazonia é muito grande,os dados eu já tentei obter sem sucesso, 540 gr po arvore não me parece real existem arvores capazes de produzir mais de 200 ouriços.

Sera que alguem pode nos ajudar ?

Talvez o JESU possa lançar a pergunta no Blog.

Que tal Jesu ?

Pessimista
3/4/2008 @8:59 pm  

Oh Anônimo, tu és teimoso, hein rapaz!
Ousas discordar da Emprapa? Os cientistas passaram anos estudando as castanheiras, tanto na reserva extrativista quanto na cultivada e chegaram a esses números que são médios.
O máximo de ouriços encontrados por árvores foi de 33, com peso variando entre 150 e 750 g.
200 ouriços por castanheira, anônimo, só se for em ITU-SP ou em sete anos.

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