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Aldrwin
16/7/2008 @11:41 am  

Inédito ou não, é impressionante a capacidade da nossa região de retroceder e se manter como colônia no século XXI.
O estado deve buscar constantemente incentivar e estimular atividades que tenham maior impacto econômico e social, maximizando a qualidade de arrecadação para reverter em maiores benefícios coletivos.
Por outro lado, é também papel do estado desestimular ou “desincentivar” práticas primitivas e coloniais das quais o estado do Pará é campeão.
Estimular o bom e coibir o ruim geralmente é a melhor alternativa para que as coisas mudem pra melhor.

Ao meu ver, arrecadar 24 mil reais em tributos por navio não parece ser uma grande vantagem para o estado.
Ficam as perguntas:
Quanto arrecadaria o estado com exportação de carne congelada/processada, couro e demais subprodutos agropecuários se incentivasse a instalação de arranjos produtivos? Quantos empregos seriam gerados na cadeia produtiva verticalizada da carne e couro? Quantas empresas se beneficiariam neste processo? Quanto os pecuaristas ganhariam em escala? Quanto a sociedade ganharia?

Por falta, talvez, de outra alternativa, temos que exportar animais vivos, ocupando um grande navio para levar 1100 “unidades” que serão beneficiadas em outro país, gerando empregos e valor agregado. Será possível que nem carne temos capacidade de industrializar e exportar? Quantos Bois caberiam no mesmo navio se estivessem “transformados”em cortes de carne?

Apesar de ter um dos maiores rebanhos do Brasil o Pará tem uma das piores questões sanitárias em relação ao abate e comercialização de carne.
Além de uma questão econômica, tributária e social da mais alta
relevância, estamos tratando de saúde pública também.
Incentivar a implantação de empresas que verticalizem e agreguem valor
às nossas vocações econômicas é muito mais relevante e interessante,
sob todos os pontos de vista, do que incentivar a manutenção do nosso
modelo colonial de exportar de maneira bruta minérios, madeira, boi e até gente.
Enquanto o estado não tiver uma política pública com metas para fazer com que o Pará saia da condição de colônia semi-escravagista para um estado industrializado, moderno, eficiente e justo onde mais empregos sejam criados e onde nossa economia não dependa das mesmas variáveis que nossos tataravós dependiam, jamais romperemos os laços arcaicos que nos amarram a uma condição de vida primitiva e desigual diante de tanta riquesa e oportunidades.

1º foi o embarque com conteineres, aonde já se exporta além da madeira, a castanha do pará, guaraná em pó e a cupaíba. Futuramente deve-se exportar a carne, peixe, frango, frutas e etc. em conteineres frigorificados. Este tipo de operação, gerou empregos no municipio, com a vinda das empresa, B & F Fortship, Center Cargo e Transeixas que se instalaram no municipio. Agora a exportação de bois vivos. Os pecuaristas da região devem está vislumbrando a possibilidade de também exportar os seus rebanhos. O navio de bandeira Libanesa, medindo apenas 73,60mts., deverá levar 1.100 reses, e a empresa responsavel pelo embarque, já pensa em trazer outro navio bem maior, com capacidade para 6.000 reses. Muitos reclamam da fedor das fezes das reses que exalam por onde a boiada passa. São contra o embarque, principalmente por este motivo, como aconteceu no porto de Belém. Mais aceitam o fedor da corrupção que exala em todo o País vindo dos corruptos Murrieta, Dantas, Pitta, Nahas, Naya que se intitulam autoridade, e realmente são autoridades, mais da alta corrupção.

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