Ana Denise Sarron é santarena. Mora na França há décadas. A pensata escrita pelo jornalista Manuel Dutra sobre turismo chamou-lhe atenção.
Resolveu, então, mandar e-mail ao blog narrando as suas impressões sobre o tema. Uma espécie de olhar europeu a respeito do turismo amazônico.
Eis:
Achei a pensata do jornalista Manuel Dutra super inteligente, de uma visão ampla e completa. Bravo! Gostaria de acentuar a idéia que “o chamariz da Amazônia é a NATUREZA” e que os estrangeiros (do Sul do Brasil, Europa, USA) só desejam vivenciar uma experiência tipica, com todas as originalidades existentes na região: descobrir o folclore, artesanato, produtos tipicos, animais, plantas, praias, rios, floresta, fazendas, etc.
Eles estão cansados de ver projetos artificiais! Eles querem deitar numa rede, pescar, dançar um carimbó todo desengonçados, comer uma bela peixada e admirar nossas riquezas! Temos conhecimento do grande interesse dos franceses, provenientes da Guiana Francesa, pela Ilha do Marajó que já sustenta um turismo dessa forma.
É pura verdade que o turista contemporâneo não é rico (os ricos viajam para lugares com projetos milionários), mas que são habituados a uma boa qualidade de vida e exigem um mínimo de conforto, higiene, sobretudo segurança e respeito às cláusulas contratuais.
A mentalidade na Amazônia deve ser preparada para reivindicar e vender seu produto com o orgulho de ser ÚNICO: reconhecer que somos o pulmão do mundo, que fornecemos a essência do perfume françês, a borracha dos pneus Michelin, que o guarana é nosso (na Europa alguns pensam que é produto chinês), a andiroba é nossa! A castanha, o açaí etc., que temos um paraíso natural de praias, uma cozinha regional riquíssima, o previlégio da localização da cidade em frente ao encontro das águas, a ilha que surgiu como presente divino, e muito charme e simpatia do povo para exportar e atrair milhões de turistas!
Falta explorar mais! Valorizar mais! E mostrar isso tudo!













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