A American Banknote, empresa que atua no fornecimento de cartões de crédito e serviços gráficos de segurança, anunciou ontem, 9, que venceu a licitação para emissão de carteiras de habilitação no estado do Pará. Com isso, a companhia garante receita de aproximadamente R$ 11 milhões por ano.
Segundo a companhia, o contrato tem duração de 12 meses, podendo ser prorrogado por até 60 meses, e prevê um volume mensal de emissão de cerca de 25 mil documentos.
De acordo com a ABnote, apesar de o volume de emissões permanecer inalterado se comparado ao contrato anterior, a inclusão de novos serviços de biometria permitiu um aumento da receita.
O contrato prevê a emissão de Carteiras Nacional de Habilitação (CNH) e outros documentos, além da implantação e operação do sistema de captura de fotografia, assinatura e impressões digitais, com uso de pesquisa biométrica para verificação de identidade em exames teóricos e práticos.
O início do fornecimento se dará a partir de outubro de 2008.
Fonte: Valor Econômico













1 Comentário Recebidos
11/9/2008 @11:49 am
O Pará é um dos poucos Estados brasileiros que ainda continua com o sistema de monopolização da emissão de CNH. Nos outros Estados, o credenciamento é feito diretamente com os profissionais médicos e psicólogos da medicina de tráfego. Nesses Estados em que a bandalheira nessa área já foi solucionada, o serviço é rápido e eficiente. Ao contrário do Estado do Pará que mantêm esse absurdo que vai diretamente contra a regulamentação do CONTRAN.
Na última licitação, da qual também participamos, o Edital foi de tal maneira carta marcada que só uma única empresa no mundo inteiro poderia ser habilitada: Climept - Clínica de Medicina e Psicologia de Tráfego (que os usuários de todo o Pará tem conhecimento de ser péssima prestadora de serviço - isento meus colegas, especialistas em medicina de tráfego de qualquer culpa.)
No Edital de licitação em que foi novamente vitoriosa a empresa Climept, havia tantos vícios atentando contra a moralidade do serviço público, devidamente ignorados pela Comissão de Licitação, que ainda conseguimos adiar o processo licitatório por algumas vezes. Fomos vencidos, é verdade, e a bandalheira continuou.
Foi a Lei, ou a ausência do seu cumprimento, favorecendo privilegiados.
Oxalá, ventos novos tragam algo de bom ao receptivo Estado do Pará. E que junto com a Banknote também venha à extinção do monopólio da medicina de tráfego para o bem dos usuários do DETRAN e dos médicos, humilhados pelo excessivo volume de serviço e vil salário. Para se ter uma idéia, é cobrado do usuário pouco menos de R$60,00 e é repassado ao médico, algo em torno de R$5,00 pelo exame. É o DETRAN.
A propósito, o monopólio da medicina de tráfego no Pará pela Climept, com anuência da direção geral do DETRAN, já dura 14 anos, para o sofrimento dos usuários do DETRAN.
Correção: A licitação de que participamos se refere a exames de medicina de tráfego. Nada em relação à emissão de CNH, somente exame médico.
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