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3 Comentários Recebidos

Alailson Muniz
31/7/2008 @8:11 am  

Se o governo quisesse realmente proteger essas glebas retiraria de lá um consórcio de 50 madeireiros do sul do país, que desde 2002 extraem madeira daquela área sem ser incomodado.

Ricardo Folhes
31/7/2008 @11:46 am  

Caro Jeso, louvável ação do governo sob uma das últimas áreas de florestas primárias do Estado do Pará, que além de florestas possui populações tradicionais, inclusive com um movimento indígena organizado que reivindica há alguns anos a criação da Terra Indígena do Maró.

Nesta região, a grilagem de grandes áreas de terras é uma realidade presente. Embora algumas ações de fiscalização do IBAMA já tenham constatado uma série de irregularidades da exploração madeireira que lá acontece, ela, até semana passada, continuava a acontecer, diante do olhar incrédulo dos comunitários da Gleba Nova Olinda.

Importante ação do governo, porém cabe fazer ao seu leitor atento algumas considerações:

O Decreto nº 1.149/08 cria uma Área de Limitação Provisória Administrativa, dispositivo previsto na nossa legislação ambiental, para que o Estado e a sociedade civil possam se organizar, e de forma mais embasada, participar do processo de ordenamento territorial.

Desta forma, o objetivo maior não é só impedir o avanço do desmatamento e da grilagem de terras, mas principalmente, envolver a sociedade civil organizada nos debates que definirão a destinação dessas áreas, ou seja, qual parte delas será destinada à preservação ambiental, e qual será destinada a projetos “sustentáveis”.

Fica claro então, que o referido decreto cria a possibilidade de debatermos, inclusive, se do ponto de vista ambiental, econômico e social as glebas Mamuru-Arapiuns devem e podem ser destinadas à concessão de uso dos produtos florestais e serviços.

Diante dos estragos atuais que a atividade madeireira vem fazendo na Gleba Nova Olinda ganha importância essa questão.

Somente um diagnóstico integrado criterioso e isento, que sirva de embasamento posteriormente aos debates abertos a sociedade civil, poderá definir do ponto de vista técnico, social e político o destino a ser dado àquelas áreas. Vale ressaltar que lá existem comunidades, povos que se relacionam com a floresta há dezenas de anos que precisam ser envolvidos nestas discussões.

Enfim, essa ação do governo abre a porta para um diálogo inteligente e para mobilização dos mais diversos segmentos sociais, de nenhuma maneira, deve ser entendido como o contrário, onde uma idéia pré-concebida de destinação já comece a influenciar nossas opiniões e tendências.

Ricardo Folhes

Ricardo Folhes
31/7/2008 @11:47 am  

Caro Jeso, louvável ação do governo sob uma das últimas áreas de florestas primárias do oeste do Pará, que além de florestas possui populações tradicionais, inclusive com um movimento indígena organizado que reivindica há alguns anos a criação da Terra Indígena do Maró.

Nesta região, a grilagem de grandes áreas de terras é uma realidade presente. Embora algumas ações de fiscalização do IBAMA já tenham constatado uma série de irregularidades da exploração madeireira que lá acontece, ela, até semana passada, continuava a acontecer, diante do olhar incrédulo dos comunitários da Gleba Nova Olinda.

Importante ação do governo, porém cabe fazer ao seu leitor atento algumas considerações:

O Decreto nº 1.149/08 cria uma Área de Limitação Provisória Administrativa, dispositivo previsto na nossa legislação ambiental, para que o Estado e a sociedade civil possam se organizar, e de forma mais embasada, participar do processo de ordenamento territorial.

Desta forma, o objetivo maior não é só impedir o avanço do desmatamento e da grilagem de terras, mas principalmente, envolver a sociedade civil organizada nos debates que definirão a destinação dessas áreas, ou seja, qual parte delas será destinada à preservação ambiental, e qual será destinada a projetos “sustentáveis”.

Fica claro então, que o referido decreto cria a possibilidade de debatermos, inclusive, se do ponto de vista ambiental, econômico e social as glebas Mamuru-Arapiuns devem e podem ser destinadas à concessão de uso dos produtos florestais e serviços.

Diante dos estragos atuais que a atividade madeireira vem fazendo na Gleba Nova Olinda ganha importância essa questão.

Somente um diagnóstico integrado criterioso e isento, que sirva de embasamento posteriormente aos debates abertos a sociedade civil, poderá definir do ponto de vista técnico, social e político o destino a ser dado àquelas áreas. Vale ressaltar que lá existem comunidades, povos que se relacionam com a floresta há dezenas de anos que precisam ser envolvidos nestas discussões.

Enfim, essa ação do governo abre a porta para um diálogo inteligente e para mobilização dos mais diversos segmentos sociais, de nenhuma maneira, deve ser entendido como o contrário, onde uma idéia pré-concebida de destinação já comece a influenciar nossas opiniões e tendências.

Ricardo Folhes

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