Foto: Paula Sampaio
O poeta paraense Max Martins (foto) completa hoje 82 anos. É dele o belo poema abaixo:
Amargo
Há um mar, o dos velames,
das praias ardendo em ouro.
Há outro mar, o mar noturno,
o das marés com a lua
a boiar no fundo
o mênstruo da madrugada.
E afinal o outro, o do amor amargo,
meu mar particular, o mais profundo,
com recifes sangrando, um mar sedento
e apunhalado.
[Clique aqui], para ler a biografia do poeta paraense.













2 Comentários Recebidos
20/6/2008 @1:36 pm
O velho poeta… Bruxo do Curro Velho. Há pessoas que deixam marcas na vida e vincam ainda mais as linhas do tempo. Max é uma delas.
3/1/2009 @6:17 pm
Max Martins da Rocha é a expressão máxima da poesia paraense e eu tive a felicidade e o privilégio de trabalhar com ele na década de 1960, na então Campanha de Erradicação da Malária, onde o “Seu Max” exercia a função de auditor.
Max não é só um bom poeta. É um grande amigo. Infelizmente as circunstâncias da vida às vezes nos afasta para bem longe das pessoas que gostamos. Mas fico feliz em saber o “Seu Max” ainda está vivo, lúcido e fazendo o que ele sempre gostou de fazer e o faz muito bem POESIAS
Deixe seu comentário