Não minto, não blasono
No lombo do ventão macho,
Pus vela, de manhãzinha,
De um Boto ouvi o esculacho,
Atravessei o riozão,
Fiz pular a canoinha,
No meio do banzerão!…
Não me digas, tu blasonas:
Segurei o Amazonas,
Ali no ventre da foz!
Com a outra mão vazia,
Eternizei o meu dia,
Agarrando o Tapajós!…
Não quero humilhar ninguém,
Mas, ao sopro do “geral”,
Defronte de Santarém,
De bulbúia, na canoa,
- Desculpe, se lhe fiz mal:
Bebi dois rios, lá na proa!…
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De Emir Bemerguy, poeta santareno. Escrito pelo autor em agosto de 1987. Mais tarde, o cantor e compositor santareno Beto Paixão fez uma música para essa obra.













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