Madrugada
Quando termino a noite raso,
Frouxo com meus olhos perdidos
Em silhuetas, pernas e batons de brilhos.
Seios perigosos me maltratam e me assanham.
Furto o último movimento da moça de saia
Que me olha e deixa um veneno exposto, nu,
Quase indecente. Magistral, rebelde, cru.
Já é madrugada, e a luz suja a visão mais aguçada.
Inerte, sou apenas imagens e movimentos.
Tramas do pensamento sábio, guloso e viril
Reage aos impulsos daquela cabocla de saia azul,
Sem calça, sem porta-seios, sem resposta comum.
Saio a passos miúdos, tortos, bruscos e só.
Já é madrugada. A luz suja, refletida na lama
A de saia azul, novos pingos da manhã, clareia.
O dia também é azul, como a saia que cobre o seu nu.
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De Nelson Vinencci, poeta e compositor nascido em Oriximiná e residente há anos em Santarém.












2 Comentários Recebidos
5/6/2008 @11:28 pm
Esse é o Nelson… Valeu!
6/6/2008 @1:27 pm
Caro Marcello, faço coro ao teu espanto! Absurdo, apenas uma palavra para qualificar o tal comentário do digníssimo dr. Vinholte, o tal ‘poema’ e o postador desta farsa de poema. Venho dizendo reiteradamente que isto não é poesia e se for expressa toda sua qualidade inferior. Ainda insisto: o povo que divulga seus poemas aqui neste espaço não conhecem a tradição artística da Literatura. Cada macaco no seu galho! Vai tocar violão, Nelson, vai embromar ouvidos dos teus e deixe a poesia em paz!
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