O técnico Erik Almeida Luz foi preso em Alenquer, no oeste paraense, por oferecer votos, a candidatos a prefeito, de urnas que seriam fraudadas por ele no transcurso da votação de amanhã, 5.Ele é funcionário da Probank, empresa terceirizada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que trabalha na manutenção de urnas e sistema de transmissão de dados em todo o país. A prisão, em flagrante, ocorreu ontem e foi determinada pela juíza eleitoral Adelina Luíza Moreira da Silva.
Hoje, rádios e TVs da cidade divulgaram nota, assinada pela juíza e pelo promotor eleitoral Danilo Pompeu Colares, afastando qualquer possibilidade de fraude na eleição ximanga.
Conforme o blog apurou, Erik cobrava pelo “serviço” R$ 2 milhões. A fraude teria o seguinte roteiro: amanhã, ele simularia um bug (falha) em diversas urnas, obrigando, assim, que a votação fosse feita através de cédulas eleitorais. Feito isso, ele, já na apuração, destinaria os votos das urnas para o seu “cliente”.
Um novo técnico da Probank foi chamada às pressas para Alenquer, a fim de não prejudicar o pleito. O município é, em termos proporcionais, o que tem mais candidatos a prefeito no Pará. São 6:
1º) Doutor Farias (PR), candidato à reeleição;
2º) João Piloto, do DEM;
3º) Áurea Nina, do PT;
4º) Paulo Monteiro, PSDB;
5º) Jovelino Viana, PP;
6º) Presa de Ouro, PHS.













3 Comentários Recebidos
4/10/2008 @6:40 pm
Cadeia nele!
Nosso modelo eleitoral mundialmente reconhecido como seguro não pode abrir márgem para esses bandidos de plantão, que jamais desistem de suas traquinagens, sempre tentando, como diria Renato Russo, vender fácil o que não tem preço.
Cabe aí as seguintes perguntas: É possivel que isso esteja ocorrendo em outras cidades do nosso estado ou mesmo de outros estados? Seria aí aplicada a lei da oferta e da procura? Quais candidatos teriam sido procurados pelo técnico da Probank? …entre outras!
Parabéns à juíza pelo atitude firme, agindo com a rigidez que o caso demanda, tranquilizando a todos nós quanto a lisura das eleições em nosso estado.
…
5/10/2008 @1:55 am
Eras, por quê Alenquer (uma cidade que não tem um eleitorado muito acima do “normal” para um estado como o Pará) sempre tem uma disputa bastante pulverizada para prefeito?
Quem for eleito daí, é guerreiro. Aliás, para ganhar no interior, só sendo guerreiro mesmo: devido ao alto percentual requerido, à possível rejeição que precisa ser baixa e a proximidade do povo com os eleitores. Aqui pela capital, o marketing tem um peso bem grande - e os candidatos são mais símbolos remotos.
5/10/2008 @5:01 pm
Pois é… mas, nao informaram ao blog, que o técnico da probank ofereceu os servicos ao sr. Joao Piloto, e este só nao fechou o acordo pq nao tinha os 2 milhoes. Assim, antes que o rapaz oferecesse os servicos aos outros candidatos, a advogada da coligacao do sr. Joao Piloto, procurou a juíza eleitoral e revelou o esquema. A sorte dos alenquerenses é que a turma do Joao Piloto nao possuia os 2 milhoes. Essa é a verdade!!!
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